A minha amiga morreu mas está viva!


Passamos a vida a encontrar amigos, a formar amizades e a criar laços. Depois existe a vida, as distancias, a falta de tempo e as complicações. Sei que aconteceu, não sei muitas vezes o que se passou, sei no entanto que muitas vezes não há nada a fazer, sei que possivelmente não vou ficar a saber o porquê e por mais que ás vezes queira saber não me apetece dar-me ao trabalho. Consigo pensar em pelo menos três situações e das três não fiquei esclarecida. Uma foi por causa da distancia, tentei manter contacto e consegui, nunca falhei nos momentos importantes, nunca faltei quando foi preciso o meu colo e apesar disso quando eu precisei fui ignorada, precisei de desabafar e não estavam lá para mim, aliás obtive indiferença, amarrei o burro e não me passaram cartão, a distancia não ajudou, o contacto perdeu-se a distancia aumentou e agora temos um nada, eu tenho uma caixa que deveria ser uma prenda, aliás duas prendas e está lá em casa, na prateleira, embrulhada e com pó, apetece-me entrega-la mas não me apetece dar ao trabalho.
Outra foi não sei porquê, suspeito que tenha sido por me ter começado a namorar com uma pessoa que não sabia que era do interesse da outra, acho que foi aí que tudo começou, desta vez foi ela que amarrou o burro, que criou a distancia, que não se quis explicar por mais que pedisse e no fim, tanta coisa já passou, coisas importantes, e não estivemos lá, suponho que não vamos estar, não me parece que hoje em dia seja viável tentar retomar algo que á muito se perdeu, por mais vontade que sinta, porque mais que sinta falta daquela coisa de só com o olhar nos cagarmos a rir.
A ultima ainda estou para perceber, acho que foi uma enorme compilação de atitudes e acontecimentos, eu achei uma coisa, ela acho outra e pronto, recentemente comprometemos-nos a combinar um café para esclarecer as coisas mas fica-me sempre a duvida, sou assim, acho que já se perdeu de mais para continuar no mesmo, aqui fica a curiosidade, o querer saber se estava certa das minhas ideias ou não, mas acho que não tenho paciência para mais. 
De todas as vezes foi doloroso, decepcionante, triste e progressivo, outras pessoas foram surgindo e de alguma maneira preenchendo o espaço deixado, não tenho medo ou duvidas em investir nessas novas pessoas mas custa-me ponderar perder o meu tempo no que já foi. Á uns tempos convivemos com uma pessoa que nos disse que acreditava que as pessoas que se cruzam na nossa vida têm um tempo predefinido e quando esse tempo acaba nada feito, não quer com isso dizer que essas mesmas pessoas não se cruzem na nossa vida e não venham mesmo a ter o mesmo relacionamento, não devemos por isso ficar no remorso do que foi e podia ter sido, devemos pensar que foi bom, que durou o tempo que devia ter durado e festejemos isso, de certeza que essa convivência servio para alguma coisa e nunca nos vamos esquecer disso, não devemos esquecer. É simplesmente a vida, mas fica sempre a questão, como é que se enfrenta o luto, esse luto estranho de uma pessoa que não morreu mas de alguma maneira é como se tivesse??

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