Oh birras boas!

Em geral vocês vêm a parte boa desta minha cria, o lado fofinho dela, que é muito fofo e um lado muito grande, o lado que não vêm é este que a maioria de vocês nem acredita que existe. Mas existe, felizmente só dá de si de vez em quando, é controlável e ainda não nos fez passar grandes vergonhas.
É até difícil não rir porque as birras dela normalmente são por coisas tão tontas que chegam a ser bastante cómicas, esta a desta foto deu-se por umas 4 vezes e foi porque não queria ir para casa, não queria entrar em casa, queria ir para a rua continuar a brincar e a aproveitar o dia, teve direito a guinchos e movimentos á cobrinha no chão do hall de entrada dos apartamentos. A primeira acabou rápido quando viu os vizinhos, sentou-se, estendeu a mão para a ajudarmos a levantar, entrou em casa e esteve amuada na tenda uns 20 minutos, depois passou. Na segunda vez tive de me sentar do lado de dentro de casa em modo protesto e esperar até ela concluir que eu sou mais teimosa que ela. Nas outras já funcionou a explicação de que amanhã havia mais.
Às vezes percebo a vontade que dá de lhe agarrar pelo braço e simplesmente a puxar para onde quero que ela vá, nem sempre uma pessoa está com paciência, às vezes também me apetece fazer birra como ela.
Mas com ela não resolve, ela precisa de explicação, disse o primeiro "porquê mamã?" aos 18 meses, não se contenta com um "porque sim", quando mesmo explicado não intende abana a cabeça, faz uma festa na cara de quem explica como quem diz "deixa lá, pronto!" e não insiste mais.
Já dei comigo num supermercado, eu e ela sentadas no chão do corredor das bolachas numa amena conversa sobre o porquê de ela querer muito as bolachas de chocolate em forma de dinossauro e eu a explicar o porquê de ela não as poder comer. Se toda a gente ficou a olhar para nós?
Sim.
Se eu me importei com isso?
Não.
Se ela se importou?
Fez questão de dizer adeus a toda a gente que passava.
Se voltou a repetir?
Não.
Acho que não percebeu nada do que lhe expliquei mas quando pede esse tipo de coisas lembro-lhe os dinossauros e ela, por vezes de trombas claro, diz que sim com a cabeça e segue em frente.
Valeu a pena passar por maluquinha :)
E vocês, como é que lidam com as birras das vossas crias?


1 comentário:

  1. Por cá também resolvem-se melhor com diálogo, olhos nos olhos, explicar, perguntar, pedir que repita,... Há dias complicados mas geralmente porque há sono ou fome à mistura, então nesses momentos tento ser muito tolerante e dou um colinho grande para que ela saiba que entendo e a quero ajudar. Parece que o pior ainda está para vir... Os 2 anos estão perto :s

    Ah, definitivamente quanto mais impaciente estou pior a coisa corre. Então tento tudo para relativizar e acalmar, primeiro, geralmente cantar uma lenga lenga qualquer inventada na hora ajuda. Com ela é igual, desde recém nascida, repetir umas rimas parvas a cantar sempre teve um efeito meio hipnótico lolol (ah! E contar!! Ela agora acalma muito se começar a contar, ela vai acompanhando, tenta acertar no número seguinte, acha o máximo, presumo que esquece o que a atormentava no momento)

    Espero que tanto aí como aqui as birras continuem a ser poucas e não causem grande embaraço :p
    Beijinhos!!

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Carpida á vontade que logo eu vejo