Ela é feliz

Não é só ela.



É a felicidade dela e o meu mundo é perfeito.
Como se antes disto nada mais importasse, nada mais fosse justo, certo ou completo.
É isto e isto só, porque chega, porque o mundo pára e não me interessa mais se é ele que gira sobre mim ou sobre si próprio, só se espera que gire, que seja assim, meu e de si mesma.
Eu cá não importo, não me interessa, eu cá fico a ver de longe, a rir de perto, a perceber que sou palhaça desde que acordo até que adormece e chega, isto chega e pára.
É o pior trabalho do mundo e ainda assim o mais bem remunerado, com o nada e sendo o tudo onde tão pouco sobra.
Ai!
Antes sabia ao certo de tudo, hoje tenho a certeza feliz que não estou certa de nada e ainda assim sei melhor do que nunca que o meu objectivo, a minha missão é sentir-te feliz. 
Ai!
Como em tão poucos segundos mudou esta vida, como um suspiro me preocupa, como um beijo me devora o peito e uma lágrima me corrói a alma. E o "eu" não importa, eu posso chorar sangue, posso vestir-me de andrajos, possa virar roda à baiana, sentar de perna cruzada ou cheirar a patchouli, nada disto importa, não, nada disto é sério se no fim do dia não me gostares assim.
Deixei de ser eu, passei a ser mamã, má às vezes, babada, macaca de circo em part-time principal, descontando a cada segundo longe um vasto missal do ela fez ao ela disse.
Ai!
Ai!
Ai meu deus para o que estava eu guardada, viver a tua vida como sendo minha sem obviamente o ser. Sofrer por a dor não ser minha, pedir para que seja e não sendo, chorar por só poder pedir que fosse, sentindo-a, para miséria, como minha. Ter como missiva ingrata, depois de tudo e a tua vida te dar, oferecer-te a minha de bom grado, sem sequer reclamar, em troca de um sorriso maroto, uma gargalhada verdadeira e a felicidade no ar.

Não há nada melhor que isto pois não?!

2 comentários:

  1. Acho que ser mãe é algo que por mais que imaginemos, só quando o somos, o compreendemos... olhar para o meu filho é sentir o sol no rosto, é mergulhar no mar azul, é sentir a brisa num dia de verão, é abrir os presentes no natal.. tudo num olhar....

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Carpida á vontade que logo eu vejo