Faço questão

Faço questão de tentar.
Faço essa questão não porque ache que é uma coisa que devo fazer mas sim porque é uma coisa que te devo, dei-te a vida, faço esta questão.
Esta tal questão divide-se em tantas quantas queiras, tantas quantas precises.
Faço questão essencialmente de estar cá para quando achares que te devo estar presente, que seja sempre.
Faço questão primeiro de te mostrar que não tens de fazer nada que não devas mas também não deves fazer nada que não queiras. Simples assim. Eu faço questão de te mostrar a diferença nessas tantas vezes que te quero dever. Faço questão que faças as tuas escolhas assim como faço de te dar a minha opinião sempre que a peças ou não.
Faço questão de te ouvir, de te ler no entre-linhas e de te tentar perceber.
Faço questão de te aceitar. De te educar de forma a nunca ter vergonha tua.
Faço questão de crescer contigo para que nunca tenhas vergonha minha.
Faço questão de te indicar onde fica o caminho, de levar a lanterna, de te mostrar os buracos e de te equipar de joelheiras e capacete e documento registado à prova de acidentes.
Faço questão que tenhas o teu espaço, para caíres, para saberes como dói ser humano, ter sentimentos, como é difícil ponderam os sentimentos dos outros e como é destruidora a impotência de tanto querer e nada poder.
Faço da mesma forma questão de te ajudar a levantar quando caíres, de te dar beijos nas feridas e de te afagar os cabelos.
Faço questão que sejas feliz de saúde, de amigos, de relacionamentos.
Faço questão de não te deixar chorar sem necessidade, porque és forte, gentil, inteligente e linda.
Faço questão que o saibas, que te quis assim.
E um dia se a culpa for minha de seres assim, faço questão que me o digas, que me o repitas sem fim. Porque eu faço questão de te lembrar que és uma extensão de mim, que te fiz a meu jeito, encaixada no peito de quem faz questão que um dia sejas só tu e te deseja ouvir dizer um dia que te sentes igual a mim, com um sorriso no rosto e encaixada em teu peito uma extensão de ti.

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