Talvez um dia

Podia ter-te chorado no dia em que morreste. Podia ter sido no seguinte ou no outro.
Podia e acho que até foi, por breves instantes, os que estive só, os que estive sozinha contigo sem te ver.
Chorei-te no dia em que teve de ser, no dia em que percebi que não te ouvia como sempre no meio das risadas felizes de neta do melhor avô do mundo, no dia em que a tua voz se fez muda na minha memória que já não têm bem a noção da gravidade do tom de quem só ralhava com o olhar.
Choro-te na altura dos figos, quando por melhor que a fruta seja não me sabe a nada e o cheiro, o cheiro doce, só mesmo no frasco de perfume da outra marca. "O primeiro Figo do ano deve ser 

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Carpida á vontade que logo eu vejo