Os filhos dos outros

Não sou uma pessoa de crianças, nunca fui.
Não sou fã de agrupamento de rabos de fraldas, corredores de pátio ou jovens na idade do armário. Houve uma altura em que achei que até parecia mal dizer tal coisa, depois passei á fase de deixar os outros com a ideia que nunca iria ser mãe, que não o queria ser, às tantas deixei de pensar nessa particularidade tão pouco feminina. Mais ou menos na altura em que já ninguém me tentava impingir os filhos, primos e enteados fico a saber que a mesmo ser mãe.
Julguei que ia passar depois de o ser, mas não, esta coisa não me passou. Não sou uma pessoa de crianças e as crianças, essas sentem ao longe, não me passam cartão algum, fazem de conta que nem lá estou como se fizessem todos parte de uma matilha secreta de nariz apurado e pronto para ignorar todo e qualquer ser capaz de não se deixar atingir pelo seu, até para mim, tão inegável charme, não são nada para comigo, não me ligam nenhuma e eu agradeço,  não tenho jeito para elas, ponto. Óbvio que amo a minha cria, óbvio. Mas do meu ponto de vista, os filhos dos outros são fofos sim, queridos sim, uns chatos sim, tudo isso e mais al.......

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Carpida á vontade que logo eu vejo