Quando te dizem que não pareces mãe

Esta é nova.
E o sentimento que me oferece é estranho e posso dizer que me sinto raivosa.

Porque é que te disseram uma pérola destas Maria Carpideira?



Porque esta mãe a certa altura resolveu recusar-se a deixar de fazer a sua vida de mulher, resolveu deixar de se desleixar e voltou ás suas apreciadas idas ao cabeleireiro, anda de unhas bem feitas e maquilhada, se veste com roupa passada e deixa a cria com os avós para poder passear nem que seja por 1 hora com o pai da peste.
Parece que isto não faz de mim mãe.
Parece que aos olhos destas pessoas, também mães o que piora a situação, uma mulher ou é mulher ou é mãe...pefff!!!
Vamos cá a ver uma coisa, que aliás expliquei à tão fofa senhora e ás suas sobrancelhas por fazer, se existem mulheres que não se preocupam com elas próprias, que acham que conseguem ser boas mães sem existirem, que não se importam de se auto-anularem em prol das crias, força!
Eu não vou nessa conversa, eu preciso de me sentir bem comigo mesma para ser gente, para sem mãe e sinceramente não vejo a vantagem de não o fazer. Fazemos o esforço para tudo e todos, a mim parece-me uma burrice não se fazer um esforço por nós próprias.
A minha filha vê-me feliz, vê-me arranjada, vê que valorizo o que sou, vê que o pai olha para mim ao em vez de espreitar as montras volantes que passam por nós com pernas até ao cú. A mim parece-me importante ensinar aos nossos filhos que nos devemos preservar, cuidar e tratar, tanto rapazes como raparigas, devemos mostrar-lhes que somos mais que mães e pais, somos mulheres e homens dispostos a sermos felizes.
Eu sou uma mulher com uma filha e não transformo a minha filha na razão da minha desgraça física.
Não só ela não merece essa culpa como não lhe serve de nada.
Sim, eu prefiro abdicar de uma hora por semana com ela para me cuidar, prefiro chegar perto dela e sentir-me completa, prefiro ter paciência para ela, estar relaxada.
Juro que não percebo isto que as mulheres têm de julgar aquilo que querem e que não fazem ou têm. Eu não me meto com os vossos mustaches, fazei favor de não julgar as minhas unhas polidas!
C'um caramba!
Oh mulheres, não vêm a parvoíce disto?
Sou mesmo eu que estou mal?!
Eu bem que ando a vida toda a ouvir que estou maluca, que não sei o que faço e que estou errada, neste caso não estou coisa nenhuma.
Qual é o prazer que têm em ser ogres fofinhos?
Ora, ide lá perguntar aos vossos filhos o que é que eles acham do assunto!
Julgam que eles não reparam, que não vêm, que não sabem ver que a mãe do X é mais gira que a deles?
Não me julguem pela minha capacidade de ser mulher, a minha capacidade de ser mãe está muito acima da vossa falta de força de vontade e amor próprio mas eu, euzinha, não tenho nada a ver com isso!
Ide lá ser amargas para outro lado!


2 comentários:

  1. Concordo mas assim, a 100%.
    Não temos de nos anular enquanto mulheres só porque a juntar a isso, somos mães também.
    Gosto de mostrar á minha filha que me cuido, que sou vaidosa (q.b.) e que não é por tirar algum tempo para mim, que gosto menos dela!

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  2. Olá. Aqui mãe de cria de dezoito meses. Um pequeno príncipe. Sou mãe solteira. Zero ajuda do pai, tirando exigir ficar com o pequeno ao fim de semana. Dinheiro é o que foi obrigado a pagar pelo tribunal e não paga a parte dele nas despesas médicas! Fui mãe e fiquei diferente por dentro e por fora. Tenho saudades do que era. Vaidosa e magra. Infelizmente não tenho possibilidades financeiras para já para voltar ao que era. Nem tempo. Nenhum tempo. No pouco que posso voltei a ser vaidosa sim. Faço os possíveis para estar no meu melhor por mim e pelo príncipe. Não quero que ele veja uma mulher infeliz e com mau aspeto. Farei sempre o possível e impossível para que o meu filho não pense que eu sacrifiquei tudo por ele, apesar de assim ter sido, fiquei diferente por dentro e por fora mas não para pior. Beijinhos grandes e faz o que te faz feliz.

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Carpida á vontade que logo eu vejo