Eu, que sou mãe

Que fujo de tudo o que é convenções, que não sigo a corrente só porque sim, que não sou fã das crianças dos outros, que nunca tive jeito para elas nem estava interessada em ter. Eu, mãe, que mal sei o que isto é, que não estudei o manual que não sou do género de saber o nome de todas as estranhas e raras doenças, eu que vivo um dia de cada vez, com pena que já tenha acabado e ânsia de que o amanhã venha sempre e todos os dias e para sempre. Eu mãe, eu tua mãe, eu que te amo desde o primeiro segundo, desde a suspeita, eu que ainda não sei bem como lidar com esta espécie de dor que me aborda de todas as vezes que te olho, que me faz arder o peito, que me faz esquecer de respirar, deus, que ninguém me preparou para este sofrimento que é saber que não és só minha e querer que fosses. Eu mãe, que sempre achei um gozo as figuras dos outros pais, eu que descubro todos os dias um novo "breeee", eu que me derreto com os beicinhos, os afagos, os refegos, os sorrisos, eu que me alimento de tudo o que me dás incluindo cocós bem feitos ou arrotos à princesa. Eu tua mãe, Lotinha de mummy, eu, não sei se algum dia te vou poder retribuir tudo o que me dás, este orgulho que te tenho, mas prometo hoje como em todos os outros deste para sempre, dias ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, prometo tentar muito muito não me passar com as birras, não te pedir de mais, não me esquecer de ti nem de mim ou de nós, prometo dar-te sempre o meu melhor e o melhor deste mundo, prometo não te transformar numa convencida com a mania sem respeito pelos outros e mesmo assim ensinar-te que vales tanto quanto os outros e mais que muita gente, encher-te de confiança e mostrar-te a responsabilidade que isso traz. Eu tua mãe, prometo-te mimos e colo e beijos e abraços infinitos mesmo quando não os queiras pedir e até mesmo quando não os mereças.
Obrigada por me mostrares que ser mãe é ser a mesma pessoa mas com muitas mais competências, que mesmo assim posso sair do rebanho, que tudo é importante e que nada é preciso.
Mummy ama baby.

1 comentário:

Carpida á vontade que logo eu vejo