Nunca tive medo de te perder mas agora tenho


Pode ter sido uma questão se segurança, de despreocupação ou de defesa mas a verdade é que nunca pensei em te perder. Como se lá por não te ter pedido com afinco tivesse o direito de achar que me eras garantida. Nove meses passaram realmente a correr, sem grandes complicações, felizes e agora olhando bem para trás com uma leveza que chegou bem perto do desleixo. Não fui feliz em todos os momentos mas nunca pensei que não te queria. Acho que não pensei em nada, fui vivendo. Por vezes para mim pensar não é bom, leva-me á preocupação desnecessária e a preocupação corta-me a capacidade de agir no caso de ser preciso. Em termos gerais é assim que reajo com tudo aquilo que me é importante, cabeça fria, primeiro resolve-se, com calma e depois pensamos no assunto. Agora que os nove meses já lá vão ao que me parece ser uma eternidade, agora de cabeça fria, bem, não te aproveitei como devia sabes!
Tomei-te como garantida.
Felizmente estás aqui, estamos bem.
Não te consigo pensar com leveza agora, tenho medo de não te ter amanhã.
Não sou pessoa de grandes medos mas agora tenho um medo maior que eu, têm nome, trata-me com a mesma leveza com que a tratei durante nove meses, porque não sabe mais e ainda bem. O medo não é grande ajuda. É um sentimento horrível este de ter noção que não depende de nós. Tomei-te por minha sem o seres e sem ter a ideia que poderias não chegar, agora de cabeça cheia não te torno a tomar por um acaso feliz.

1 comentário:

Carpida á vontade que logo eu vejo