O esvardalhanso de ontem visto à luz do dia de hoje.

Tudo começou quando ia a sair de casa, cadela pela trela numa de vá-faz-essa-mija-rápido quando ela resolve fazer também um poo. Maria Carpideira dona com sentido de responsabilidade pega no saquinho e trata do serviço. De saquinho numa mão e cadela na outra passa a rua,deposita o saquinho no caixote e começa viagem de regresso ao outro lado da rua. E foi aqui que tudo começou a correr mal. Lá ia ela já sem saquinho, com cadela pela trela, mala ao ombro e chaveiro na outra mão. Não, a culpa não foi da cadela, pessoas a minha bicha é uma delicadeza comigo, porta-se perfeitamente bem e têm noção do meu estado, parai de lhe pôr as culpas em cima, tá. A culpa foi do sapato com a sola molhada. Escorreguei em mim mesma e pela primeira vez na vida tive a estranha noção de que ia cair para trás, só que não, a barriga vez mais peso e vai de me jogar para a frente, senti-me como no filme do matrix, tal e qual o malabarismo, só que não me correu tão bem, vá!
Já no chão, de quatro, com direito a cadela a ganir, comando da garagem feito em três e mala espalhada pelo chão tive mais um encontro com a falta de humanidade que reside em alguns seres dúpedes semelhantes, do lado da rua em que eu não estava os carros continuaram a passar, do outro, onde eu tentava apanhar as minhas coisas e a mim mesma o senhor que comandava a fila já de 3 carros começou a apitar e a fazer aquele gesto de anda-lá-com-isso. Nada, nem o facto de ser uma estrada movimentada, nem o eu ter caído,  nem a atrapalhação do apanhar tudo nem mesmo a minha predominante barriga fez uma pessoa que fosse parar e perguntar se estava tudo bem. E o tal cabecilha da fila continuou a apitar. Aí já a cadela se passava, já eu tinha tudo na mão, já eu estava revoltada. E ainda tive de montar o comando para conseguir entrar em casa.
Depois já mais calma da raiva lá fiquei a pensar, será que ninguém se chegou perto por causa da fera que tinha pela trela?
Só me lembro de a ouvir ganir e não de ladrar. Apesar de tudo foi melhor assim, talvez a reacção dela fosse mesmo atirar-se a qualquer pessoa que me viesse ajudar, coitada também ia descansada quando olha para trás e dá por mim no chão.
As mãos que já me doíam pouco estão com as palmas pisadas. Um joelho esfolado e roxo e o outro bem dorido. E é isto. Não fui ao hospital. Ainda me estou a bater com o devia ter ido. Não cheguei com a barriga ao chão. A cria andou mexida o dia todo. A cadela não saio mais do encosto das minhas pernas. O comando da garagem têm uma fita cola nova muito mais bonita que a anterior. E tudo isto para ir comprar a prenda de anos dele que resolveu dormir antes da meia noite.
Ninguém merece.

1 comentário:

  1. As pessoas são mesmo más, como é possível ninguém ter-te ajudado..

    as melhoras..

    kisses***

    ResponderEliminar

Carpida á vontade que logo eu vejo