Há uma vontade

Há uma vontade de quem não cala e segue que não me deixar parar, igual à tristeza que me soma ao resto de saber que nunca lá vou chegar.
Há em mim um elo partido da corrente que sou que não se dá pela falta e que nunca se soldou.
Há sempre uma esperança que me ata ao leme como o homem no Adamastor.
Há um grito preso num resto de amargura que me enche de fel, que volta e meia me surge ao cimo e sai do papel.
Há também uma grande tristeza de saber que assim é e de que nada que faça vai fazer mudar, como num dia de sol no verão é triste os raios e chuva que caiem no mar.
Há no entanto esta falta de abrigo no que é certo que me faz questionar se isto é tudo o que é certo ou se pode mudar.
Ah!
Como quando havia de um tudo era tão bom.

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Carpida á vontade que logo eu vejo