Too much bling-bling

De todas as coisas que poderia dizer ás pessoas que me conhecem a que se segue é a mais chocante e a menos provável de acontecer.
Existe no meu mundo uma pessoa super persistente e que eu pensei ter ao longo deste 9 anos vencido pelo cansaço. Aparentemente não!
Por várias razões existênciais já muito decertadas e talvez algumas más experiências sempre disse a quem quisesse ouvir que nunca, nunquinha mesmo me iria casar, sinceramente não me faz sentido, não preciso de um papel assinada e revolta-me que todas as leis neste país (quase todas vá!) sejam feitas de acordo com aquilo que supostamente é o correto não tendo em conta a liberdade que uma pessoa têm (deveria ter) em escolher não se casar. Fico mesmo danada da vida e é coisa que nos últimos meses leva as minhas hormonas ao estado gasoso em menos de meio milésimo de segundo mal contado.
Assim que as pessoas começaram a saber que estou gravida é claro que a questão seguinte era quando é que nos casávamos, como se uma coisa implicasse a outra, como se eu precisasse de o fazer para ter uma família e educar condignamente um filho (mais revolta). A minha resposta era sempre a mesma, nunca. Era o que mais me faltava casar-me porque vou ser mãe, para não parecer mal ser mãe solteira!
Sério gente de pequeno cérebro!
Mas, mal eu sabia que algures escondido no meu estado acalorado se elaborava um plano contra mim. Toda a gente a par da coisa menos eu.
No dia em que fomos fazer a eco e tivemos a certeza de que ia ser uma menina e saindo do laboratório de sorriso de orelha a orelha senhor meu namorado (o qual relembro que nunca me pediu em namoro note-se) mete-se no carro, gira meia cidade e vai comprar-me um ramo de flores. Eu, na minha inocência achei fofinho, uma gaja realiza o desejo paternal de um homem a 100% merece no mínimo um ramo de flores. Ramo comprado segue rumo ao infinito, e eu a questionar-me o que é que ele estava a aprontar. Só me convenci de que realmente algo estaria a acontecer quando ele me manda sair do carro, no meio de um descampado e ficar na frente da viatura, fiquei confusa mas vá.
-Podes abrir!
E lá estava ele, o ramo, o ramo e mais uma bela caixinha preta com ar comprometedor.
-O que é que estás a fazer?
-Vai lá ver!
-Tu não me faças uma coisa destas!!
Mas ele fez, e lá dentro da tal caixinha estava o tão grande e perfeito anel que eu sempre disse que não queria mas que se quisesse era mesmo assim...e é lindo!!
Claro que me bati, bati-me por 15 minutos...e negociei bem a coisa que isto não é assim!
Enquanto choramingava por trás dos óculos de sol.
E perguntei-lhe porque é que se queria casar comigo se estávamos assim tão bem.
O gajo que não é burro nenhum e me conhece mais que bem não disse que era porque íamos ser pais, nem que porque era o suposto ou porque sim. Disse que era porque me amava mais que tudo, que lhe estava a dar o maior presente de todos os tempos, que estava muito feliz por ser uma menina...
E ali, sozinhos no descampados, eu a olhar para aqueles olhos que tudo me dão, os mesmos que por vezes me esqueço de dizer que amo, Ele não se pôs de joelhos, porque me sabe melhor que isso e o homem que nunca me pediu em namoro me pediu em casamento.
E sim, eu aceitei!

1 comentário:

  1. Oooowwwnn, que lindeza. Parabéns!! ;) Muitas felicidades e uma boa hora ;)

    Beijoo'o
    flores-na-cabeca.blogspot.com.br

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Carpida á vontade que logo eu vejo