Quando o rosa é sinal de tristeza

Nem sei bem o que diga.
É triste.
É no fundo isso, triste.
E é triste porque é um ser que não merecia tamanha provação, não por ser em específico uma criança mas também porque o era. Era um ser em formação com todas as possibilidades pela frente. Uma criança que como todas as crianças acredita com tal afinco que nos leva a acreditar com ela.
Não a conheci como muitos.
Não acompanhei afincadamente a sua história.
Mas neste momento o meu coração aperta-se tão pequenino que me parece poder impludir, tenho lágrimas aos olhos...é triste...é imensamente triste o seu percurso não ter tido outro final mas parece-me que a guerra dela acabou o que de certa forma pode consolar mentes e sentidos. Neste momento as minhas lamúrias são para com a família, são para os pais, a guerra destes só fez aumentar e aqui no meu cantinho de quem vive precisamente o oposto não consigo deixar de pensar como é que é esse sentimento de tamanha perda vivivel, por maior que seja a aprendizagem deixada e até a tranquilidade final por saber que no fundo agora o sofrimento é só deles e não dela, como é que se faz, como é que se vive assim?
Como disse não os conheço.
No fundo e na minha sinceridade egoísta espero nunca ter sequer um vislumbre do que possa ser esse sentimento, esse vazio mas aqui neste cantinho meu, com uma cria que ainda nem nome têm dói-me a alma, choram-se as mágoas de outros, parte-se um pouco da magia permitida neste estado e alimenta-se um medo.
Qual fornalha de porta aberta alimentada com gordos toros de um dia vir a perceber o que eles estão a sentir e morrer de aflição.

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