Maybe, maybe not!


Possivelmente a maior certeza que tenho de algum tempo para cá.
Conseguimos ir traçando o caminho da forma que achamos mais correta tendo em conta os nossos ideais e princípios mas a duvida está sempre lá, sempre!
Não quero errar, não quero fazer a escolha errada, mas não é fácil. Tenho de ponderar um sem fim de coisas que me metem a consciência aos pulos.
No fim de Setembro a médica disse que me ia mandar para casa, não há mais negociação, passo muito tempo sentada e apesar de ter conseguido controlar a tensão não é só esse o problema agora, a miúda não gosta desta posição de secretária teimosa, por mais que me estique, que ande não consigo chegar ao final do dia sem ter dores mas costas e a conseguir andar como as pessoas normais. Devia estar contente porque não vou para casa com baixa por gravidez de risco é mais uma questão de precaução, posso ocupar o tempo com o preparar as coisas para a pequena, quarto, enxoval e assim, mas não consigo tirar da cabeça a situação que vou deixar a minha colega de trabalho, sou precisa mesmo que a meio tempo.
Depois temos a questão do nome, raios que não chegamos a conclusão nenhuma e eu ando aqui farta de lhe chamar cria, pequena, peste... preciso de um nome caramba!
Não a quero baptizar, quero adiar o mais possível a ida para a cresce, quero escolher a melhor...
E ao mesmo tempo não faço ideia do que ando a fazer.
Melhor, não faço ideia se o que ando a fazer é bem feito.
Não há livro, manual de instruções ou raio que valha e mesmo o que existe ao dispor nem sempre vai de encontro com o que nós achamos que deveria ser, no meu caso digamos que é em geral tudo ao contrario.
Penso e volto a pensar.
No fundo, apesar da duvida e do medo instalado, tenho a consciência tranquila numa coisa que me chega, tudo o que escolhi fazer ou não até agora foi convencida que fazia, fazíamos, a escolha certa, isso têm que contar para alguma coisa não é?
Talvez.. talvez não, não fazemos mesmo a menor ideia do que andamos a fazer.
Talvez sejam erros atrás de erros.
Talvez não!

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Carpida á vontade que logo eu vejo