E essa estaléca hã?!?!



Como é que vai essa genica?
Com o passar dos anos uma pessoa tende a mudar de hábitos, ter prazer em fazer coisas que antes seriam impensável, fazer escolhas diferentes e valorizar o que antes se desprezava e isso é um geral da vida, começa pelas responsabilidades, passa para as escolhas no que toca ao círculo de relacionamentos, e nem a selecção alimentar escapa. A razão da mudança varia entre a necessidade ou obrigação mas também pode ser uma questão de porque-eu-quero.
Se há uns anos atrás alguém me dissesse que eu ia acalmar isto tudo,  virar para dentro, dar-me mais valor e por aí em diante a resposta seria algo como:
- Vai-te matar que isso passa!
Ai de quem me tirasse as noitadas,  as festas, o ir sem hora de voltar, o barulho das pessoas...
Hoje, tenho um cunhado que começa agora a sair à noite, um irmão 4 anos mais novo, um colega de trabalho que diz que nasceu em 1994 (mas quem é que nasce em 1994?) e tanto é engraçado, como estranho, como preocupante e até por vezes desmoralizante ver e sentir as diferenças que nos separam agora, ter a ideia do que lhes está a acontecer e pelo qual já passámos, saber que se vão arrepender de,  ver as opções que tomam para se arrepender e observar a casmorrisse que até dá vontade de rir mas que por mais que agente aconselhe não adianta de nada.
Mas afinal de contas o que é que isto faz de nós?
Isto de ter por opção uma mão (duas vá!) chria de amigos, de não saber como é que as pessoas da nossa adolescência ainda têm coragem de sair à noite até às 5 da matina e mesmo assim ir trabalhar no dia seguinte, de preferir uma mesa cheia lá em casa com direito a jantar gourmet e um bom vinho do que jantar fora no restaurante de mesa para 20 e menú completo!
A ideia que dá é que isto foi muito rápido, um dia passas da menina rebelde para a adulta responsável (juro que me custa imenso isto do adulta). Estabilizas, paras para pensar (quando calha) e nem por isso tens a capacidade de perceber e admitir que não és a mesma pessoa que à dez anos atrás e eu estou convencida que é porque não existe um estatuto claro entre a sociedade que dê um nome aquilo que sou.
Jovem adulto?
Será?
Quando é que se passa de um estado misto para o real?
É uma questão de idade,  de mentalidade ou de estaléca?
Existe um parâmetro definido ou é um caso de persistência?
Ou uma simples plataforma que alguns abandonam sem saber e uns outros por necessidade ou opção de vida?
Como é que se chamam os que insistência em não abandonar a tribo dos fixes na base das noitadas, tristes figuras e desperdícios de vida?
Seram eles os iluminados que se mantêm no supra estado, os resistentes, os vitoriosos por onde o tempo parece não passar?
No fundo parece uma opção de escolha e têm dias que me parece absolutamente normal a evolução da vida, outros em que luto para voltar atrás ou andar em frente e uns tantos em que parece que nunca saí da fase dos porquês.
E vocês sabem qual o vosso degrau na escada da vida?

1 comentário:

  1. Eu estou na fase do convivio familiar, do despertar cedo, de comer, viver e conviver com qualidade. Contudo acho que todos os degraus são muito importantes serem vividos, sempre com cabeça no lugar, mas com a máxima intensidade, de forma que cada um seja aceite com tranquilidade e sem arrependimentos do que não se fez. Quando isto não acontece, é vulgar ver pessoas de 30 e muitos e quarentonas (ões) a portarem como verdadeiros adolescentes. Tudo tem hora certa!

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Carpida á vontade que logo eu vejo