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Let's cover the world with glitter and pearls

A probabilidade de ser rapaz era tanta como de ser menina.
Enquanto não se sabe, uma pessoa (muitas pessoas) vão tentando imaginar como seria uma ou outra versão desta vida futura já tão presente.
Imagina-se as roupas,  ponderam-se nomes, fazem-se listas de compras para ambos os géneros, é uma possibilidade em aberto, uns dias preferias uma opção no seguinte a outra, queres muito saber o género mas ao mesmo tempo isso não interessa nada porque o que importa mesmo é que tenha tudo o resto bem feito e a funcionar como deve ser.
Parece-me que independentemente do que seja mesmo para quem como eu não tinha preferência acaba por ser um pouco decepcionante porque metade do estudo feito com tanto carinho acaba por não se realizar.
Tirando essa parte vamos ao que estão mortinhos para saber.
Ontem, dia 19/Agosto fomos fazer a eco das 22 semanas (21 no meu caso) ao chegar avisaram logo que tinha um atraso de 1h. E é o desespero, a ansiedade, eu estava convencida que a cria ia estar de pernas fechadas e me ia mandar pastar mas mesmo assim a esperança é a última a morrer não é?
3 horas.
Esperámos 3 horas mas vale a pena não é?
Só saber que está tudo bem é uma tranquilidade extrema.
Entrámos, deitei, roupa para cima, gel frio na barriga, a maquineta encostada e a médica diz:
- Então já sabem o que é?
- Não.
-E querem saber?
-Sim.
- É uma menina.
(...)
-Então e qual é a margem de erro disso?
-Zero!
Assim fácil fácil!
Claro que apesar de deixar fazer as medidas todas não deixo ver a cara, tinha uma mão à frente e imaginem, a abrir e a fechar tipo adeus!
Diz que é um bebé grande, está explicado o mistério da barriga maior do que é suposto (diz portanto que na altura da desova estou lixada).
Ninguém mais lhe tirou mais aquele ar de tonto da cara, satisfeito que estava de ter enviado o bichinho correcto.
Sorriso esse que só fez aumentar ao longo do dia mas isso já é outra conversa.

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