Santos 2014

Á dois anos atrás eu fui à noite dos Santos (ou terá sido á três?) e não gostei.
Sim, podeis atirar agora os tomates podres e os penicos de mijo, mas esta pessoa não gostou e pronto,  não vou morrer burra, efectivamente eu antes de dizer que não gosto experimento.
Não gostei porque tive de comer de pé, porque as sangrias eram feitas de vinho rasco, porque os becos são apertados e cheios de gente, porque tive a noção de que se me sentisse mal morria antes de conseguir pedir ajuda, no fundo é muita confusão,  eu voto não à noite de Santos.
Mas adoro o ambiente desta semana pré festa,  quando efectivamente se pode ir esperar por uma mesa lá pelos largos de alfama, ou pelas travessas da mouraria,  adoro o jeito com que qualquer janela ou porta se abre para vender água, o á vontade das velhotas atrevidas a meterem conversa com os turistas espantados com tanta portada florida de papel. Gosto do poder passear calçada acima como quem anda pelos corredores de casa, de encher os becos de gargalhadas e das sardines, oh meu deus, como raio é que é possível que por pior que seja a sardine nestes dias sabe às melhores do mundo,  até as compradas por 3 € às 5h da matina e aquecidas no microondas?
Assim sendo pessoas, eu tenho pena de não estar na selva,  não hoje,  talvez ontem ou antes disso,  mas não pela loucuraloucura, tenho pena pelas sardines, pela mesa cheia, não pelas marchas avenida fora,  mas pelas subidas colina acima, não pela confusão de pessoas mas sim pela resma das pessoas certas,  e claro, pelas sardines, sejam elas a 3 ou 5 euros, frescas ou congeladas,  na broa ou no pão...digamos que este blogue também é adepto de uma marcha,  este blogue é pelas sardines, não avenida acima mas goela a baixo.

Viva o santo António.
Viva as sardines.
Viva Lisboa.
Três vivas à felicidade!

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Carpida á vontade que logo eu vejo