Mais um dia de amor



Podia começar por dizer que te amo.
Mas estaria a mentir.
Podia acrescentar que te amo muito.
Mas não sou mentirosa.
No fundo odeio-te!
Têm dias que no alto da minha independência de ser me sinto frustrada por te ter.
E a culpa é tua.
E minha.
É tua porque me amas.
É minha porque eu acredito nisso, porque o sinto.
É frustrante porque por mais que queira não sei como é que se vive sem ti e o pior é que não quero vir a saber.
A verdade é que não existe palavra que defina com exactidão aquilo que se passa entre nós.
Porque amar é o que toda a gente faz.
E porque nós fazemos mais que isso.
E esta é a verdade.
Não te amo porque isso é pouco, não te venero porque não és Deus, não te sigo porque não és página, não te desejo porque é simples, não te quero só porque sim, não és meu para te ter.
Digamos que me amo e tu fazes parte de mim, que te venero porque fazes da minha vida o paraíso, sigo aquele caminha torto contigo, anseio o teu calor porque sou eu que o crio, tenho tudo o que te dou de volta e partilho-te porque não tenho medo de te perder.
Não é só o que és ou o que me fazes ser, é aquilo que fazes com isso.
É o futuro que me fazes crer ser possível e o desejo de lá chegar e mesmo assim ser feliz com o que temos.
Não é ter medo de não te ter mas sim de nos perdermos.
Na Verdade é amar muito mais além do amor, é continuar a estudar-te como no primeiro dia, é saber-te mais do que tu próprio e menos que a mim mesma, é ser-te feliz com o nada e fazer-te feliz com muito pouco, é ter-te na alma tão fervorosamente que não sei onde começas e onde eu acabo, é não me querer casar mas nunca me querer divorciar...no fundo é ser feliz.
Feliz dia, Namorado!

Sem comentários:

Enviar um comentário

Carpida á vontade que logo eu vejo