A minha vista para a felicidade


4/Dezembro/2006.
Esta é a data que guardo como o início desta nossa vida.
Nada era seguro, tudo não passava de uma experiência.
Não gostava de estar longe de casa nem da família, não tínhamos amigos aqui na selva e cada vez que havia a possibilidade financeira de voltar lá íamos nós todos felizes para a terra, e lá vinha eu toda triste de volta.
Os anos passaram e viramos uma família de 2 mais patudos, esta casa deixou de ser uma vista bonita para o Tejo e passou a ser um ponto seguro. Os cursos acabados e um núcleo de amigos dos quais tenho orgulho de ter a nosso lado.
Por mais que gosta de voltar à origem de tudo este é o nosso lugar, é o sítio onde aprendemos a ser adultos,  onde criámos laços,  onde saber estar e ser.
Pomos agora a possibilidade de volta.
Quando penso no futuro sei que sem sombras de dúvida voltar é o melhor a fazer mas confesso que tenho medo. Tenho mais medo de voltar do que alguma vez tive de vir para aqui.
Tenho medo de não sabermos ser mais que dois, tenho medo de perder isto que conquistamos, por vezes a ferros ferrados.
A pressão começa a tocar-ME numa estranha mistura de eu-quero-isto e de eu-não-quero-desistir-de-ter-mais.
Parece-me agora que não conheço a selva tanto quanto devia e podia.
Julguei que a mudança fosse só lá para o ano que vêm, julguei ter mais tempo,  mas aparentemente não tenho.
Sinto-me uma velha a recordar a cada momento o que já passei aqui, apetece-me virar turista e correr em visita a um país diferente e visitar tudo o que não cheguei a ver, quero obrigar toda a gente para jantares prolongados,  CARAMBA...juro que não me intendo, é estúpido não é?

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