Gostava mais de ti quando não eras tu

Não sei se é bem isto mas quase.
Gostava porque sentia que gostavas mais de mim, porque me sabia confidente e indispensável, porque estavas literalmente lá, cá,  perto, talvez até mais que eu.
Pode ser ciumes ou saudade extrema mas apetece-me deixar-te andar como se não me importasse contigo porque sei que quando a coisa correr mal, e juro que não quero que corra, voltas para cá, para perto e porque depois eu estou cá para ouvir e para dizer que não tens toda a razão e para no fim sorrir e dizer "eu disse/sabia/avisei que isso ia acontecer".
Mas de cada vez que nada me dizes, de cada vez que não me atendes, me rejeitas e não me ligas de volta, um pouco de nós morre, e é pena, na verdade é um bando de penas...e fico triste como se o sol se fosse.
Eu já cá andava sabes?
Existem coisas que era suposto ser só nossas e tu continuas a misturar sentidos, não me importo em te partilhar, porque sei que ficas feliz, não me importo que acrescentes pessoas, mas fico danada quando nos partilhas, quando me sinto facilmente substituída talvez sem dares conta, mas eu estou aqui, longe mas de olhos abertos, e dou comigo a sentir-me como a mulher encornada, aquela que vê a amante, convive com ela e pior gosta dela...raios para ti...hoje dás-me coisas más...e eu odeio coisas más...
Só pode ser por te saber único como tu nem suspeitas ser, não é?
Sofro mais com ciumes de ti que dEle...não é normal!!
Ás tantas é porque de todos és o único que se pode perder.
Ás tantas é porque és aquele que sei que tenho que ter.
Ás tantas é porque és o único que não posso perder.

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Carpida á vontade que logo eu vejo