Quando a vida é pequena mas cheia

Hoje em dia é fácil marcar momentos, as redes sociais são uma ferramenta á altura de qualquer pessoa distraída e não deixam passar datas, imagens, terras e hoje em dia até sentimentos, é tão bom quanto mau já se sabe, mas não deixa de ser a verdade.
Este fim de semana deparei-me com um amontoado de R.I.P. vindos lá dos lados da minha terra perdida no meio do centro e a sentir-me a pata da conversa fui investigar. Descobri que se tratava de um miúdo lá da rua que morreu assim do nada num acidente de carro, diz que ia atrás, diz que não levava cinto de segurança...o raio do cinto de segurança que eu passo a vida a dizer a toda a gente que acha que lá por ir atrás não precisa, mas adiante...a cara não me é estranha mas lá está, saí de lá a uns bons anos o que faz com que o dito miúdo não passa-se de uma criança e não, não era amiga ou nada que valha, mas mesmo assim era um puto da terra, que têm pais e família, que moram pouco mais acima da rua da minha casa, enfim, uma tristeza. Não satisfeita procurei o facebook da pessoa, puto giro pá, e toda a gente diz que era boa pessoa, lá, no facebook, e antes da tragédia. A minha mãe disse-me que a mãe dele tomou conta do meu irmão lá no infantário, a terra é pequena portanto. Julgo que hoje é o funeral, suponho que deva ser tramado, mas ao mesmo tempo deve ter um Q que bonito...diz que ele cantava e tocava numa banda...diz que morreu do nada, e não imagino a dor dos pais a receber a noticia, espero nunca vir a saber, é triste...Pois diz que lá no facebook do pequeno, a ultima coisa que postou foi:

Isto

Um pouco antes temos isto

Irónico não?

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Carpida á vontade que logo eu vejo