Cadenas d'amour

Diz que dá sorte.
Eu digo que é uma loucura a quantidade de metal agarrado a estas pontes que coitadas não têm culpa de nada, são tantos, tantos, mas tantos cadeados de formas e feitios diferentes que se podia ficar horas a contar os ditos que julgo que não se chegava a lado nenhum, e parece-me que á medida que as pontes vão ficando cheias as pontes perto sofrem do mesmo problema, todos fechados, todos com suas iniciais, todos com os seus respectivos desejos e suas chaves jogadas fora.


É sem sombra de duvidas difícil encontrar um pequeno lugar para colocar um cadeado.
Estranho para a minha cabeça foi encontrar cadeados encaixados uns nos outros todos com iniciais diferentes como se de um grupo se tratasse :/


Notei alguns mesmo muito giros, muitos em forma de coração, alguns gravados, outros tamanho familiar...eu não sei, é do género, se quiserem ver todo o tipo de cadeado que existe venham cá porque existe mesmo de tudo.




 Agora a parte importante :D
Á uns anos atrás Ele veio a Paris.
Agora vim eu e sem Ele.
Uma gaja que não acredita em velinhas para os santos mas que acha super fofo e valioso a conversa dos cadeados e dos desejos e do atirar a chave pensa:
-Mas que raio, não viemos os dois, mas viemos os dois?!?
-E eu devia de fazer uma coisa em grande pelos dois não era?!?
Pois ora bem, Maria Carpideira tinha o plano, e vai na volta consegui realizar a coisa <3
Cá está a prova, AMO-TE coisa má!!!
E tenho muitas saudades desse mau feitio.


Tinha duas chaves, um cadeado, uma ponte e o rio.
Aqui fica a minha parte:
. Supondo que se têm direito a um pedido cada um, eu fiz o meu, e vais ter de confiar no meu pedido porque não faço intenções de o contar a ninguém, pelo menos até se realizar.
.Roubei o teu cadeado para que tivesses parte no plano mesmo sem saberes, desculpa!
.Tu disseste que vinhas cá comigo um dia, então guardei a tua chave para depois poderes fazer o teu e atirares a chave.
.Não escrevi as inicias porque esse será a tua parte encontrares o cadeado e escreveres as letras mas tinha-te bem na mente quando fiz o pedido.


Por isso, quando vieres, é bom que descubras o dito cujo, eu ajudo claro, se não ficamos anos até lá chegares, e informo que, não sei bem como, a Açoriana conseguio descobrir um lugarzinho na rede só para nós e para este amor que se conquistou, que não se perde e que se sente a falta mesmo estando sempre guardado no coração e apesar da distância. 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Carpida á vontade que logo eu vejo