O dia dos manos


Hoje enquanto ia para a minha missiva na medicina do trabalho (que por sinal até não correu mal) ouvi na radio que era o dia dos irmãos, achei interessante saber, pareceu-me bem, e um monte de pessoas ligou a dizer coisas bonitas dos seus irmão...eis que umas dessas pessoas diziam que têm os melhores irmão/irmãs do mundo, ai a coisa não pareceu tão bem, pensei cá para mim, que bando de mentirosos. claro que me apeteceu ligar ao meu para lhe dizer que se ouvisse aquilo não passar cartão porque era mentira mas como bom bandalho que é ainda estava a dormir aquela hora, o que de si parece bem mais inteligente que estar pressa no transito a ver caras mal dispostas logo pela manhã!
Fui para a minha consulta a pensar naquilo, e a continuar a pensar naquilo fiquei o resto do dia e eis que cheguei a uma conclusão, não valia a pena preocupar-me com aquilo, não valia a pena ligar só para dizer o quanto o amo, porque amo todos os dias...chegando a casa vi um filme em que existiam duas crianças com uma diferença de idades parecida a que nós temos e durante todo o filme elas andavam á porrada, ora bem, também era-mos assim, a determinada altura a mãe diz á filha mais velha que devia dar-se bem com a mais nova porque daí a uns anos iam ser as melhores amigas o que claro ela achou que era mentira...também era-mos assim, e a mãe tinha razão, acho que o meu mano é o meu primeiro amor, aquele que chega devagar e tu só dás conta quando já estás bem apanhadinha e não há mais nada a fazer e de repente esse amor é maior que tu e queres defende-lo a cima de tudo e com todas as forças por mais que saibas que ele têm de dar as suas próprias cabeçadas, é inevitável não rires das suas parvoíces assim como é inevitável chorares quando algo corre mal, ou preocupares-te com as coisas antes delas acontecerem, e quando acontecem viras bicho e ai de quem lhe queira fazer mal, ganha uma inimiga para o resto da vida, e não á perdão para quem o faz chorar, e só desejas o mal a quem o faz sofrer, e queres estar sempre perto mesmo que não possas e o teu coração fica pequenino quando pensas que um dia a existência dele não existe na tua e se há altura em que pedes algo a um Deus que nem acreditas é nessa, por favor Deus faz com que isso nunca acontece porque já me sinto vazia só de pensar na possibilidade, por mais egoísta que possa parecer...mas tudo vai correr bem porque existe sempre aquele abraço, aquele sorriso e aquele amparo que só os manos sabem dar...
Não lhe liguei, não sei se me sinta mal por isso ou não...felizmente somos um par de mariquinhas que dizemos frequentemente que nos amamos e sempre que estamos juntos há abraços apertados e beijos e lambidelas na testa, por isso não por dizerem que é o dia dos manos, amo-te sempre, desde sempre e para sempre, mais 4 anos e 24 dias mais, daqui á lua do planeta mais distante de todas as galáxias, pelo caminho mais longo e a pé.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Carpida á vontade que logo eu vejo